Investigação aponta lanchonete usada para lavar dinheiro em Angra
Cobertura: Estado do Rio de Janeiro. Imagem ilustrativa produzida para identificar a editoria.

Uma lanchonete no bairro do Frade, em Angra dos Reis, é investigada por suspeita de ter sido usada para ocultar recursos de uma organização criminosa ligada ao fornecimento de armas. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), as contas do estabelecimento registraram cerca de R$ 35 milhões em créditos e débitos ao longo de cinco anos.
A apuração aponta que valores das vendas de alimentos eram misturados a recursos de origem ilícita para dar aparência regular ao dinheiro. De acordo com o Ministério Público, a empresa não emitiu notas fiscais de venda no período analisado, apesar da movimentação financeira. Os gastos feitos com cartões de crédito passaram de R$ 2,5 milhões.
A denúncia também menciona a diferença entre o porte do comércio e os valores movimentados. Conforme cálculo dos promotores, seria necessário vender cerca de 393 itens por dia durante cinco anos para justificar a quantia examinada. A lanchonete integraria uma estrutura com outros negócios; nas contas de pessoas e empresas vinculadas ao grupo, o MPRJ identificou mais de R$ 250 milhões em movimentações.
A investigação resultou em bloqueio judicial de bens e valores. A Operação Magen, realizada pela Polícia Federal e pelo MPRJ em 7 de outubro, cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Dez pessoas foram denunciadas. Segundo os investigadores, a organização também atuava no fornecimento de armas e no repasse de informações sigilosas.
Com informações de Diário do Rio.
Escrito por Redação Guia de Campos dos Goytacazes
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